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sábado, 3 de dezembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Na esfera do espiritismo
Se o Espiritismo tivesse vindo ao mundo por meio do trabalho hercúleo do seu Codificador, somente para garantir-nos que a morte não existe, e libertar-nos, assim, do horror que a idéia do nada nos impunha, já teria realizado o belíssimo papel de nos permitir viver confiantes, sem medo do caos, do fim.
O Espiritismo, entretanto, representando a presença do próprio Cristo no seio do mundo Terra, abriu-nos as portas do infinito e deixou-nos ouvir, nas vozes da Imortalidade Feliz os convite à reflexão e os apelos à retidão de conduta com um vigor e uma clareza sem tamanhos.
Jamais ouvíramos falar em Deus como nos falou o Espirito de Verdade. O Criador do universo deixou de ser alguém muito distante e amedrontador, para que passássemos a entende-Lo como uma Causa, com algo que está muitíssimo próximo, porque está em nós mesmos e em tudo o que nos rodeia.
O entendimento geral que tinhamos a respeito da alma e da sua existência, passava pelo medo que se desenvolvera através das crendices e superstições do mundo, desenvolvidas e alimentadas por exploradores da ignorância alheia, presentes em todos os tempos da humanidade.
O entendimento geral que tinhamos a respeito da alma e da sua existência, passava pelo medo que se desenvolvera através das crendices e superstições do mundo, desenvolvidas e alimentadas por exploradores da ignorância alheia, presentes em todos os tempos da humanidade.
O Espiritismo veio-nos falar da alma, e da sua condição de ser imortal, com tão grande lógica e beleza, que se tornou mais racionalizável a compreensão da sua necessidade de voltar várias vezes ao solo planetário, a fim de complementar pouco a pouco, a marcha do seu progresso no rumo da perfeição.
Tanta clareza que norteia os ensinos sobre a pluralidade das existências quanto as análises graves e consoladoras a respeito da comunicação dos mortos com os vivos, nos fenómenos da mediunidade, enchem de beleza o pensamento espírita e dão grandioso sentido às nossas relações planetárias, às vidas humanas no mundo, respondendo a essa leva imensa de criaturas que ainda não sabe quem é, de onde proveio nem para onde rumará, após a sua desencarnação. A alegria lúcida e amadurecida que nos preenche o ser, tão-logo o espiritismo penetra as nossa vidas, torna-se algo permanente e enriquecedor pelos nosso caminhos evolutivos.
A racionalidade com que o Espiritismo nos leva a pensar e avaliar tudo o que somos, tudo o que fazemos mirando o porvir, durante a romagem terrena, faz-se ponto de honra para quem a ele se ajusta, principalmente porque insiste na comunhão necessária entre a razão e o sentimento. Não absolutiza nem a razão nem o sentimento, mas propões que essas forças da alma se ajustem, reciprocamente, para que se estabeleça o almejado equilíbrio humano.
É por isso que a nossa integração voluntária e consciente ao pensamento espírita pode representar a nossa plena libertação do passado de ignorância e de sombras, enquanto seguimos a via vitoriosa para a luz de Deus.
Ivan de Albuquerque, in Caminhos para o amor e a paz, psicografia de J. Raul Teixeira
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Um caso de desdobramento
É fato hoje comprovado e perfeitamente explicado que o Espírito, isolando-se de um corpo vivo, pode, com auxílio do seu envoltório fluido-perispirítico, aparecer em lugar diferente do em que está o corpo material.
Até ao presente, porém, a teoria, de acordo com a experiência, parece demonstrar que essa separação somente durante o sono se dá, ou, pelo menos, durante a inatividade dos sentidos corpóreos. Se são exatos, os fatos seguintes provam que ela igualmente se produz no estado de vigília. Extraímo-las da obra alemã: Os Fenômenos Místicos da Vida Humana, por Maximiliano Perty, professor da Universidade de Berne, publicada em 1861. (Leipzig e Heidelberg).
1. “Um camponês proprietário foi visto, pelo seu cocheiro, na cavalariça, com o olhar dirigido para os animais, no momento mesmo em que estava a comungar na igreja.
Narrando o fato, mais tarde, ao seu pastor, perguntou-lhe este em que pensava ele no momento da comunhão. — Para dizer a verdade, respondeu o camponês, pensava nos meus animais. — Aí está explicada a sua aparição, replicou o eclesiástico.”
Estava com a verdade o pastor, porquanto, sendo o pensamento atributo essencial do Espírito, tem este que se achar onde se ache o seu pensamento. A questão é saber se, no estado de vigília, pode o desprendimento do perispírito ser suficientemente grande para produzir uma aparição, o que implicaria um como desdobramento do Espírito, uma de cujas partes animaria o corpo fluídico e a outra o corpo material. Nada terá isto de impossível, se considerarmos que, quando o
pensamento se concentra num ponto distante, o corpo apenas atua maquinalmente, por efeito de uma espécie de impulsão mecânica, o que se verifica, sobretudo, com as pessoas distraídas. A vida espiritual acompanha o Espírito. É, pois, provável que o homem de quem se trata haja tido, naquele momento, uma distração forte e que os seus animais o preocupavam mais do que a comunhão.
Kardec, Obras Póstumas
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